O projeto “Leoni Nelle Piazze” (Leões nas praças) é uma homenagem à presença dos descendentes Venetos no Rio Grande do Sul, e também a valorização das comunidades italianas e venetas protegidas como patrimônio histórico, arquitetônico e artístico do Brasil e que tem estabelecido o gemellaggio com as comunidades venetas na itália.

O projeto

Para levar adiante esta iniciativa o percurso foi longo: aproximadamente três anos de trabalho para estudar, apresentar e aprovar o projeto junto ao governo do Veneto e nos municípios parceiros do Rio Grande do Sul; encontrar o escultor e tratar em cada comunidade das questões financeiras para a construção das colunas nas praças e captar os recursos para pagar as taxas de transporte e a logística de importação.

As condições de participação das cidades no projeto foram definidas de comum acordo em Assembléia com os representantes do Comvers: possuir o titulo de patrimônio histórico da arquitetura veneta e italiana no Brasil e/ou já ter estabelecido o pacto de amizade “gemellaggio”.

Ter um leão na praça é desejo de mais de 250 comunidades do Rio Grande do Sul, cujos prefeitos são de origem veneta e, principalemente, das 25 cidades-irmãs (gemellaggio) e associações venetas inscritas no COMVERS.

História

Símbolo da República Veneziana, o Leão de São Marcos é a marca de uma civilização, dos povos venetos e de um território, da convivência civil e de tradições cristãs. É, também, símbolo de paz e de milhares de famílias e descendentes venetos no exterior.

A representação de São Marcos em forma de leão alado possui um preciso significado na iconografia cristã. Simboliza a força da palavra do evangelista, as suas asas representam a elevação espiritual e a auréola é o simbolo cristão da santidade.

Leões nas praças

Antônio Prado – primeiro município declarado patrimônio histórico e artístico do Brasil com tutela do governo brasileiro, lugar de chegada de muitas famílias dos povos cimbros, oriundos das províncias de Verona e Vicenza. Aos doze de outubro de 2013 também será assinado o gemellaggio com Rotzo – VI e Cavaion – VR.

Flores da Cunha – cidade irmã com Sospirolo na província de Belluno, representa as antigas colônias italianas fundadas a partir de 1875 ao redor de Caxias do Sul. Denominada no inicio da colonização como Nova Trento.

Ilópolis – cidade irmã de Auronzo di Cadore na província de Belluno. É a cidade da erva-mate do Brasil, a bebida dos gaúchos e dos índios guaranis. Ilópolis representa as novas colônias italianas fundadas em 1885 onde se encontra o famoso Museu do Pão e o antigo Moinho Colognese, considerado um dos mais belos do Brasil e único da América do Sul.

Santa Tereza – cidade irmã de São Biagio di Callalta na província de Treviso. Cidade histórica com o reconhecimento do Ministério da Cultura como patrimônio histórico da Imigração Italiana no Brasil. Em Santa Tereza se encontra um campanário igual ao de Fagare della Bataglia, um raro exemplar da arquitetura neogótica veneziana no Brasil. Santa Tereza era um porto fluvial da Colônia Dona Isabel, às margens do Rio Taquari/ Antas. O território pertencia ao município de Bento Gonçalves, cidade brasileira dos móveis e do vinho.

Sobradinho – cidade irmã de Cornedo Vicentino na província de Vicenza. Geograficamente representa as colônias do centro e norte do estado do Rio Grande do Sul e também a 4ª Colônia Italiana na região de Santa Maria para garantir que todo território do estado assinalado fosse contemplado no projeto.